A altura chegou

Minha querida bebé:

Ontem o teu quarto foi outro. Já não dormiste ao meu lado. Dormiste bem. Como dormes sempre. Às vezes choramingas e voltas a agarrar a chucha ou a voltar-te para o outro lado. E não precisas de muito mais do que isso. Tu resolves. E sem mim. A maior parte das vezes.

A verdade é que estás a crescer. E eu tenho mesmo de encarar isso. No outro dia asssutei-me. E por isso, pensei: “Já chega, tem mesmo de ser”!

Acordaste da sesta na cama que te viu recém-nascida. Aquela que se cola à minha cama. E fizeste tudo diferente do que costumavas fazer.

Sentaste-te no escuro do quarto. E puseste-te de joelhos. Ouvi um barulho forte vindo do quarto. Fui a correr. O meu coração batia. E enquanto corria lembrei-me de ter pensado, antes mesmo de te deitar naquela tarde, que aquela cama já não era segura. Cheguei ao quarto. Acendi a luz. Estavas na cama. E bem. Abracei-te. E agradeci.

Tinhas mexido num castiçal de vidro, pequeno mas robusto, que estava na minha mesinha de cabeceira. O barulho foi daí. O castiçal a cair no chão.

A altura chegou. Passaram 9 meses e 7 dias.

Aquela cama, que te viu recém-nascida, tinha de ser arrumada. A cama maior, que conforta bebés mais crescidos, tinha de ser montada. As tuas noites, que já há muito tempo são completas, já podiam ser dormidas sem o meu constante zelo, sem o meu doce olhar.

Ainda dormiste, já na nova cama, uma noite no meu quarto. E ontem, ao entrar no meu quarto e ao ver aquela cama ali, tão grande e já sem um canto para encaixar, percebi que tinha mesmo de aceitar que tu cresces, que o teu ritmo já é o ritmo das rotinas da nossa família e que, por isso mesmo, tu já estavas mais do que preparada para entrar no nosso ritmo.

E pronto. A altura chegou. Passaram 9 meses e 7 dias.

E dormiste a noite inteira. E em ti nada mudou. E eu também cresci mais um bocadinho com esta decisão. Relembrei-me que é importante respeitar os ritmos e voltei a alinhar-me com essa minha crença. Acredito mesmo que nós, Pais, devemos respeitar os vossos ritmos. E se o teu ritmo tivesse sido outro, o de precisares de te manter colada a mim, durante a noite, seria isso que eu respeitava. Seria essa necessidade que eu acolhia.

E para acalmar o meu coração e esconder o espaço que ficou no quarto dos pais, disse ontem ao teu pai: “Vamos comprar uma cama maior para nós, porque a partir de hoje, tem de haver espaço nesta cama para três miúdas, sempre que também elas precisem de acalmar o seu coração”.

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O meu Projeto de Felicidade

Sou uma pessoa naturalmente feliz. Acho sei que se deve ao facto de pensar a maior parte das vezes de forma positiva. De tudo o que se vai passando na minha vida, retiro sempre o que de positivo pode haver. Para o meu crescimento. Para a minha alma. Para a pessoa que sou e que quero ser.

No entanto,  não estou nem sou sempre feliz. E nos últimos tempos, dei por mim a sentir-me desmotivada e com pouca energia, logo ao amanhecer. Apercebi-me que estava a ser inundada por pensamentos cuja intenção era levar-me a desacreditar, a ficar cabisbaixa e inquieta.

E depois de uns dias a sentir-me assim, e depois de me ter questionado sobre a razão pela qual andava assim, percebi que, com a correria do dia-a-dia, tinha, devagarinho e sem dar conta, posto de lado hábitos que me reconduziam à minha rota ou que não me deixavam sair dela. Eram principalmente dois os hábitos que tinha deixado cair.

Tinha deixado de acordar bem antes de toda a gente cá de casa para dedicar alguns minutos à minha meditação diária e há já algum tempo que não lia. Tenho livros que estão na minha mesa de cabeceira e que, de quando em quando, abro aleatoriamente numa página e leio a mensagem que está à minha espera. Normalmente, depois disso, leio o capítulo inteiro que diz respeito a essa página. E isso faz com que me volte a alinhar com as minhas intenções; reacende a minha fé e organiza o meu pensamento, que às vezes pode fugir para outros lados com tudo o que se passa no meu dia-a-dia.

Decidi então que tinha de voltar a esses hábitos. E percebi também que isso já não me bastava. Percebi que tinha mesmo de dedicar mais tempo à leitura. Que isso é essencial para não me esquecer dos meus objetivos e para treinar a minha mente para os alcançar. Porém, o tempo físico que tenho para me sentar a ler tranquilamente é mesmo pouco. Tenho de ser sincera e olhar para o cenário tal como ele é. Quando tenho tempo, à noite, já estou mesmo de rastos e estou já a fechar os olhos antes de acabar o primeiro parágrafo.

Lembrei-me dos podcasts. Posso ouvir no carro, quando estou a ir ou a regressar do trabalho. Posso ouvir quando estou a arrumar a cozinha ou a fazer o jantar ou a arrumar a casa ou a pôr a roupa a lavar. Alimenta-me a alma e tira-me a sede de conhecer.

E foi quando ouvi um podcast com a Gretchen Rubin sobre o seu livro “The Happiness Project” (o episódio está aqui) que se fez luz. Foi aí que percebi o quão importante é dedicar tempo a delinear o meu Projeto de Felicidade. O meu. Que é tão pessoal. Tão meu. Pensei nisso. Minuciosamente. O que me faz feliz? Não amanhã. Não daqui a um ano. Não num futuro próximo ou mesmo longínquo. O que me faz feliz hoje? O que todos os dias posso fazer para me sentir feliz? Por momentos. Mais longos. Menos longos.

E entrei nesta viagem da felicidade. Que não é tão longa assim e nem demora assim tanto tempo a alcançar. A verdade é que, todos os dias, a podemos ter e/ou sentir. Por momentos. Mais longos. Menos longos.

Eu sinto-me feliz quando digo um olá a alguém, com um sorriso rasgado. Quando oiço com curiosidade o que o outro me está a dizer. Quando numa fila de carros, deixo passar alguém ou quando agradeço ao carro que está atrás por me ter deixado passar.

Eu sinto-me feliz quando medito. Quando acordo todos os dias mais cedo do que todos os outros. Quando consigo ouvir um podcast que me faz ser melhor pessoa do que era há uns 20 minutos atrás. Quando sou capaz de pensar de forma positiva. Quando me sai da boca uma frase inspiradora. Quando vejo no olhar de outra pessoa que aquilo que fiz ou disse foi importante para ela, fez sentido, ajudou-a a sentir alguma esperança.

E tenho estado a desenhar, aos poucos, o meu Projeto de Felicidade. Que não passa por ter mais coisas. Que não passa por conseguir mais coisas. Passa, sim, por conseguir sentir mais vezes, todos os dias, que estou a dar passos em direção ao meu propósito de vida. Apreciar cada momento. Porque cada um desses momentos me ensina, cada vez com mais clareza, a forma de chegar lá!

E tu, já desenhaste o teu Projeto de Felicidade?

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Dias que parecem não ter fim

Há dias assim. Dias que parecem não ter fim. Dias que ainda vão a meio, ou a menos de meio, e que já se deseja que cheguem ao fim.

Hoje escrevo num desses dias. Dias que parecem não ter fim. E há dias assim.

Já me encharquei em chocolates. Já me escondi no quarto. A seguir na casa-de-banho. Depois fechei-me na cozinha. Já me recompus. Já me desorganizei novamente. E voltei a organizar-me.

Volto a ouvir chorar. Volto a ouvir um desentendimento entre irmãs. Mais uma vez a birra que teima em não desaparecer e parece aparecer ainda com mais força do que há cinco minutos atrás. Volto a suspirar. Volto a gritar. Volto a enlouquecer. E há dias assim.

Há dias que não me ajudam a cumprir a minha intenção. Aquela que desenhei para mim. Há dias em que tenho que aceitar. Há dias que aceito não ser capaz. Não ser capaz de dizer a palavra certa. Não ser capaz de acolher o sentimento com todo o colo e sem julgamento. Não ser capaz de me acalmar.

Há dias que abro os braços e acolho o que tenho vontade de fazer. Acolho a vontade que tenho de espernear. Acolho a vontade que tenho de dizer que não. Acolho a vontade que tenho de virar costas. Acolho a vontade que tenho de me zangar, de gritar ou de dar um sermão. Acolho as minhas vontades. Não as dos outros.

E devagar o silêncio instaura-se. O dia que parecia não ter fim termina. E decido que, no dia a seguir, logo volto a agarrar-me às minhas intenções. Logo volto à minha rota. Logo volto ao meu propósito.

Porque hoje, hoje foi assim. Hoje foi dia de aceitar que também tu, Mãe, podes estar cansada, sufocada e desesperada, achando que o dia não chega ao fim e com medo que seja assim, até ao fim dos teus dias de Mãe.

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O inverno e as doenças

Até gosto do inverno. Dos dias frios. Dos casacos. Das mantas. Da lareira que acompanha o aconchego. Do vinho tinto que sabe melhor com frio.

Gosto da combinação dos dias de sol com o frio que nos beija a cara. Gosto das comidas quentes de forno. Dos pratos mais calóricos. Das sopas. Do chá. Da chuva a bater no vidro e de ficarmos em casa todos à molhada, na cama que é dos pais, mas que na verdade é mais dos miúdos do que dos graúdos.

Também há coisas que não gosto no inverno. Claro que sim. E não me quero focar nelas, simplesmente porque não me quero alimentar de queixumes. Quero alimentar-me do que gosto, do que aprecio. Quero focar-me no que de bom o inverno nos pode dar.

Mas no que toca a doenças, as do inverno são mesmo, mesmo chatas! E por mais que deseje não pensar nisso, torna-se difícil quando passas noites a fio a ouvir tossir e nada podes fazer (ou muito pouco). Quando vês narizes entupidos e tão vermelhos de assados que estão, de tanto se assoarem. Quando ouves gemer de frio por causa da febre que sobe e teima em não descer. Quando achas que tudo já passou e, quando lhes beijas a testa por amor, descobres outro ardor. Quando queres cuidar e os teus filhos de tão fartos que estão, já não te deixam nem tocar.

Não sei como é convosco, como se passam as coisas aí por vossa casa, com os vossos filhos. Eu por cá tenho uma filha que me deixa com os nervos em franja sempre que está doente. Porque nunca quer tomar a medicação. Porque se recusa a por soro. Porque cerra a boca a cada remédio que tem de tomar. Porque assoar-se é uma obrigação. A coisa piora se os dias em que está doente se prolongam no tempo. É assim desde bebé.

E eu fico desesperada. Porque vejo a febre a subir. Os sintomas a aparecerem. Os cuidados a terem de ser acionados e a luta entre nós a persistir. Tudo isto me deixa muito mais exausta do que as noites sem dormir ou os dias passados em salas de espera de consultórios.

De tantos métodos tentados, só existe um que posso dizer que funciona e que está alinhado com a minha intenção enquanto mãe: a paciência. Muitas vezes tenho de sair um pouco. Dar tempo ao tempo. Atrasar a medicação 5, 10, 20 minutos. Voltar a tentar. Voltar a sair. Já houve vezes que tive de lhe dar a medicação à força. Saí derrotada. Morta por dentro. Não quero isso. Não desejo isso.

Estes dias têm sido de paciência. Muita paciência. E muita superação. Minha. Digo-lhe, firme e gentilmente, e respirando muito, para não me descontrolar: “Tenho de cuidar de ti, filha. Sou tua mãe. É isso que as mães fazem. Cuidam dos filhos até não conseguirem mais. Não gosto de te ver doente. Fico muito preocupada quando estás doente. Fico ainda mais preocupada quando percebo que não aceitas a minha ajuda. Gosto de cuidar de ti. De te ver melhor. De te tratar. Ajuda-me, por favor. Vou ficar a sentir-me muito melhor. E tu também”.

Tenho dito coisas deste género. Tenho optado por lhe explicar como me sinto quando não consigo cumprir o meu propósito, a minha função. Tenho centrado o discurso em mim. Deixei de ameaçar. De gritar. De lhe dizer que assim fica internada no hospital ou que se não toma o remédio apanha uma palmada ou fica de castigo. Já o fiz. E não resultou. Deixei de o fazer. E a verdade é que desta forma, as coisas têm resultado. Melhor para mim. Melhor para ela.

Se ainda há resistência? Há.

Se toma a medicação ou faz o que lhe peço logo à primeira? Não. Nem pensar. Nem uma única vez.

Se ficou tudo mais fácil? Nem por isso.

Mas de uma coisa estou eu certa. Esta é a forma como quero conduzir a nossa relação. Com base no respeito e na colaboração. Quero afastar da relação com as minhas filhas a velha ideia (e pouco fundamentada) de que uma relação de pais e filhos deve ter por base o autoritarismo e o poder, porque só assim funciona.

A verdade é que funciona, dependendo do que nós desejamos construir no futuro e da forma como nós desejamos que a inteligência emocional dos nossos filhos se desenvolva.

Eu quero criar filhas saudáveis. De corpo e mente. Quero contribuir para que as minhas filhas desenvolvam a capacidade de dar e exprimir a sua opinião, as suas necessidades e os seus limites com base no respeito e na colaboração. Quero que afastem o medo das suas vidas. Quero que possam dizer e que se orgulhem de dizer, alto e em bom som: “Oui, c’est moi”.

Quero mesmo que sejam saudáveis. E por isso, vou ter de continuar a dar-lhes toda e qualquer medicação que precisem – a da gripe e a das emoções. A primeira é dada em formato de xarope, comprimidos ou cápsulas. A segunda, através do que lhes digo, do que faço e de como faço.

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Os meus limites

Escrever ajuda-me a pensar. Escrever é o meu processo. A minha introspeção. Faz parte da minha meditação.

Escrever ajuda-me a clarificar o caminho. Põe os vários pontos de vista nas respetivas gavetas. Foi por este motivo que comecei a escrever aqui. Foi uma forma de me ouvir. De ouvir as conversas que tenho comigo. De as tornar audíveis. Para mim em primeiro lugar. E depois para quem as quiser ouvir também.

Hoje preciso de tornar audível o que tenho vindo a pensar sobre os limites. Quero escrever sobre os meus limites. Porque tenho pensado sobre de que forma estou a comunicar os meus limites. Nos últimos tempos tenho-me sentido irritada, incomodada, com uma sensação de liberdade ofendida.

Estas sensações levaram-me a desabafos. Comigo. Desabafei muito. Nesses desabafos entraram os julgamentos e eu deixei-os entrar. Como é possível que hajam pessoas que têm grande dificuldade em respeitar limites? Como é possível que existam pessoas que, em prol da satisfação das suas necessidades, condicionem as necessidades dos outros? Como é possível que existam pessoas que, de tão centradas que estão em si, não percebem que o outro não se está a sentir confortável com o que está a suceder? Ou até, como é possível existirem pessoas que, ainda percebendo que o outro não se está a sentir confortável, mantêm a sua conduta, a sua ação?

Vomitei tudo isto. E desintoxiquei. E depois perguntei-me: o que podes modificar? O que está errado aqui? Serão mesmo os outros? Onde te leva esse discurso centrado no outro e cheio de julgamento?

Descobri que todo este discurso me estava a levar a entrar num ciclo vicioso. O outro é o culpado. O outro devia ser diferente. O outro deveria perceber que está a impor as suas vontades. O outro. O outro. O outro.

E depois descobri que esse discurso estava a aumentar em mim sentimentos com os quais não me identifico de todo e que, acima de tudo, não quero alimentar. Culpabilização. Julgamento. Irritação. Ansiedade. Rancor.

E depois descobri que nada disso iria imprimir mudança. Com isto, nada iria mudar.

E percebi que sou eu. Sou eu que não comunico os meus limites. Sou eu que espero que os outros percebam, através de sinais que vou emitindo. Ausência de resposta. Cara séria. Pouca compaixão. E isso não é justo. Nem para mim. Nem para o outro.

Sou eu que devo mudar. Não o outro. Devo dizer que não. Devo ser clara na minha mensagem. E devo deixar de me preocupar com o que o outro vai pensar, ou dizer, ou achar. Devo libertar-me das amarras do julgamento.

Porque no fim de contas, eu só não digo que não por ter medo que me julguem. Por ter medo do que vão pensar. Porque não tenho coragem de lidar com aquilo que eu acho que vai acontecer.

Então, no final de contas, tudo isso tem só a ver comigo. Nunca com o outro. São as minhas coisas. A forma como estou a olhar para as minhas coisas. A forma como eu estou a julgar as minhas coisas. Os meus pensamentos. Os meus sentimentos.

E se calhar também isto tem tudo a ver contigo. E se calhar também tu precisas de avaliar de que forma estás a comunicar os teus limites e de que forma o outro está a fazer-te acreditar que é ele que tem culpa.

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Os gritos dos Pais

Andar com bebés na rua e levá-los connosco a diversos sítios é interessante. E torna-se interessante, porque um bebé tem o poder, quase como se de um íman se tratasse, de atrair pessoas e puxar conversas.

Nestas situações, adotar uma postura de observação, reflexão e curiosidade, olhando para tudo com mente de principiante, pode trazer-nos grandes ensinamentos.

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