A nossa ida ao Monte Selvagem

Este fim-de-semana foi dos XL. Daqueles que servem para respirar. Para acordar sem despertador (os filhos não contam, para mim, como despertador). Para descansarmos das rotinas diárias e para nos cansarmos uns dos outros. Para nos reorganizarmos. Para alinharmos necessidades. Aqui em casa de cinco pessoas.

Foi um fim-de-semana, tal como já partilhei no instagram (aqui) de me voltar a alinhar com as minhas intenções enquanto mãe. Desse realinhamento, veio a nossa ida ao Monte Selvagem. É mesmo um sítio que recomendo. Em cada recanto tem imensas coisas que fascinam os miúdos. Cabanas e recantos onde se podem esconder. Casas na árvore. Escorregas. Slides. Mangueiras com pistolas de água para se fazerem lutas de água. Animais à mistura. Um trampolim gigante onde todos se podem divertir a saltar, rodopiar, gargalhar.

Para mim é tão fundamental este contacto com a natureza. Sinto mesmo que me limpo por dentro. Parar e respirar o ciclo da natureza faz milagres em mim. Sempre que o faço, digo para mim mesma que tenho de o fazer mais vezes. Depois os dias recomeçam e esta sensação parece que se apaga da minha memória com mais facilidade do que desejaria. Vou traçar um plano para que isto aconteça cada vez menos. Decisão tomada!

Hoje venho aqui só para isto. Para vos deixar umas fotografias do nosso passeio e para vos dar uma dica de um sítio giro para irem com os vossos filhos, num fim-de-semana destes.

Um grande beijo a quem me lê, desejando que esta semana seja uma semana cheia de AMOR.

IrinaVazMestre

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DIVIRTAM-SE nesta vida, que passa tão a correr!

Férias reais versus férias imaginadas

Aqui estamos nós na primeira parte das nossas férias. Foram uns dias tirados em Julho. Os sorrisos desta foto fazem imaginar dias de sossego, com diversão e descanso à mistura, tal como se espera que exista numas férias.
Quero partilhar aqui a minha verdade. A verdade das minhas férias. Aquilo a que vou chamar #asminhasferiasreais

💛 #asminhasferiasreais são mesmo de pouco descanso. Não há momentos de silêncio, nem alturas em que me deito na espreguiçadeira. Aliás, nestes dias contam-se pelos dedos de uma mão as horas que consegui estar ao sol.

💛#asminhasferiasreais são iguais aos outros dias. Tenho filhas a fazer birra, irmãs a implicar, uma bebé que chora se está no carrinho, uma filha que não gosta da comida, a outra que já está cansada e quer ir embora da praia ou da piscina.

💛#asminhasferiasreais são dias em que tenho poucos momentos a sós com o meu marido, porque se mantém a equação “dois para três” e junta-se a variável “os cinco 24 sob 24 horas juntos”.

💛#asminhasferiasreais são viagens que têm de ser mesmo muito bem planeadas, com distâncias não muito longas e destinos apropriados, para não corrermos o risco de alguém passar o tempo a chorar no carro ou a dizer que já está farta de estar sentada e que quer sair.

💛#asminhasferiasreais são momentos em que tenho de me despir de expectativas e me vestir de intenções.

💛#asminhasferiasreais não são mesmo perfeitas. Não são harmoniosas. Cheias de sorrisos como os que aqui estão nesta foto.

💛#asminhasferiasreais são dias em que tentamos gerir necessidades de cinco pessoas diferentes. São dias de muita paciência. Tolerância. E acima de tudo, de vontade de construir memórias. Ainda que nessas memórias possam existir, por aqui e por ali, um grito de uma mãe cansada ou um suspiro de uma mãe que queria que as suas #feriasreais fossem a concretização das suas #feriasimaginadas

E as tuas férias reais? Como são por aí?

For Love, With Love ❤️

IrinaVazMestre

As fases dos filhos

As fases dos filhos são tramadas. Acho que é comum a todos os Pais sentirmos, nalguma fase, menos ligação com um determinado filho. Ou porque os seus comportamentos são, para nós, muito irritantes. Ou porque fazem birras atrás de birras, por tudo ou por nada. Ou porque, apesar de lhes dizermos vezes sem conta as coisas, eles nunca fazem aquilo que lhes pedimos. Dizemos muitas vezes: Ui , está a passar uma fase…

Depois passa. E quando damos por nós estamos nesta roda do rato, mas com outro filho. Aí as coisas que mexem connosco já são diferentes. São já de outra natureza. Também eles são diferentes. E têm características que, uma vez mais, nos irritam profundamente ou nos tiram do sério…mesmo!

Cá por casa já todas passaram por fases. Umas mais fáceis. Outras mais difíceis. Agora mesmo uma das minhas filhas está a passar por uma fase…E é no seguimento desta fase que te escrevo. Porque tenho vindo a pensar nesta fase. Tenho vindo a pensar nas fases. As fases dos filhos. E entendi algo mesmo muito mágico, que quero tanto partilhar contigo, porque também os teus filhos podem estar a passar por uma fase.

As fases dos filhos são as fases dos Pais. Não há fases dos filhos. Há a fase dos pais.

Percebi que sou eu, e mais ninguém, que está a passar por uma fase. Por uma fase de cansaço. De impaciência. De intolerância. De menor empatia. De pouca vontade de estabelecer conexão.

E percebi também que, tudo aquilo que sai da minha boca em formato de queixa, relativamente às minhas filhas, são coisas minhas. Na verdade, eu estou a ver-me ao espelho. Elas são o meu espelho. E eu não estou a gostar nada do que vejo. E reajo. Como? Com intolerância. Com pouca empatia. Com alguns gritos. Com intransigência.

Quando passo por estas fases, sou eu que não estou a conseguir aceitar o outro na sua essência; sou eu que estou a criar elevadas expectativas; sou eu que não estou a conseguir agir com as filhas com igual valor e respeito mútuo.

Oh queridas filhas…a fase é minha! Só minha! E perdoem-me por isso. Também esta fase passará. E agora, depois de ter descoberto isto, espero com todas as minhas forças que, quando vier “a fase”, ela demore menos tempo a passar. Porque eu já vou estar mais consciente que a fase é minha. E já vou acionar os mecanismos da mudança mais rápido.

Deixarei de perder o meu tempo a tentar fazer com que a Vossa fase passe. Ganharei tempo a olhar para mim. Farei uma pausa. E perguntar-me-ei: O que é que estás a espelhar no comportamento das tuas filhas? O que é que ainda tens de mudar, em ti?

Hoje, no meio desta “fase da minha filha”, descobri que ainda há um grande caminho a percorrer em busca da paciência, tolerância, respeito mútuo e igual valor. Descobri que ainda tenho dificuldade em deixar cair alguns preconceitos. Mas descobri, acima de tudo, o que quero começar a fazer. E descobri como posso começar a fazer. Porque…

Não há fases dos filhos. Há a fase dos Pais.


IrinaVazMestre

|Psicóloga & Facilitadora de Parentalidade Consciente|

irina.vaz.mestre@gmail.com

 

A minha vénia às mães que estão separadas

Estou desde 5f literalmente a beber novos conhecimentos. Aprender é algo que me fascina. Preciso disso para me sentir viva.

Sinto-me viva quando leio, vou a formações, frequento cursos, falo com pessoas, aprendo outras coisas.

Ontem senti-me muito pouco viva quando cheguei a casa. Na verdade, já me estava a sentir a morrer mal saí da Certificação em Coaching que estou a fazer. Um aperto no peito difícil de gerir.

Esperava-me uma casa vazia. Sem gente. Sem cheiros. Sem vozes.

Uma casa fechada. Fria. Despida de emoções. Sem sentimento.

Saberes que é assim durante 2, 3 ou 4 horas; é uma coisa. Saberes que é assim durante 2, 3 ou 4 dias; é completamente diferente.

E de repente tive um flash. Senti, genuinamente, aquilo que tantas mães que estão separadas devem sentir quando os seus filhos vão passar a semana ou o fim-de-semana a casa do pai. E naquele momento pus-me mesmo no lugar daquelas mães. Que têm uma família, que têm a confusão, que têm o espaço para os seus filhos, mas nem sempre esse espaço está ocupado, nem sempre essa família está lá, nem sempre têm a confusão para gerir.

E não sabemos o que fazer. Vemos camas vazias. Panelas fechadas. Frigoríficos sem tempero. Brinquedos arrumados.

Ficamos só numa parte da casa. Ocupamos só um lugar na cama. Temos de nos deitar de meias e camisola, porque não temos o calor humano que nos aquece os pés, que nos reconforta a alma.

Sentimos saudades até das birras. Desejamos reviver tudo aquilo que, no momento em que estamos a vivenciar, mais repudiamos e odiamos. No adulto. Na criança.

Sabemos que amanhã o sol volta a nascer e que a vida continua. Percebemos que quando acordarmos, voltamos a estar sozinhas. Entendemos também que até isso vai acabar por se tornar um hábito, e que provavelmente vai deixar de ser tão intenso. Mesmo assim, continuamos a desejar a nossa família. Que não fosse assim. Que pudesse ser de outra forma. Que nunca tivéssemos de passar pela altura em que nos vamos habituar a que seja assim.

Amanhã volto a ter os meus perto de mim. E há mães que voltam a sentir tudo isto de 15 em 15 dias, de semana a semana, por um tempo indeterminado, até ao final das suas vidas.

E é por tudo isto que, aqui, quero deixar uma vénia a estas mães. Uma grande e sentida vénia a estas mães.

 

IrinaVazMestre

|Psicóloga & Facilitadora de Parentalidade Consciente|

NOTA: Aqui falo de mães. E também podia falar de pais. Falo simplesmente de mães, porque é o que sou – Mãe. Mulher. E como mulher e mãe, foi nesse lugar que me vi estar e senti ficar.


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4 Coisas que Vos Quero Ensinar, minhas Filhas

Domingo à tarde. O sol entrava pela janela do carro. À minha volta, a paisagem alentejana. Estava sozinha. A aproveitar aquele momento. Fazia-me companhia a Oprah [neste podcast] e, com ela, os meus pensamentos. Tudo fez sentido naquele momento em que ouvi a entrevista ao autor Don Miguel Ruiz. Ficou tudo tão claro. E simples até. Consegui transpor o que ouvi para aquilo que quero ensinar às minhas filhas. Parei mesmo o carro para apontar estas quatro coisas. Num papel que ali estava à mão. Um talão de multibanco.

Meus amores, aqui vai o que quero muito que aprendam. Aqui vai o que vos quero ensinar. Acho mesmo, minhas lindas, que se forem Mestres na arte de aplicar estas 4 coisas, tudo será mais fácil para vocês, para a Vossa alma, para o Vosso Ser.

#1

 Sejam sempre impecáveis com as vossas palavras.

As palavras têm a força de inspirar e têm também a força de afastar. Escolham sempre aquelas que servirem o propósito de inspirar. Em primeiro lugar, escolham as palavras que vocês dizem a vocês próprias. Escolham ouvir as que vos motivam a acreditarem em vocês, no caminho que vocês acham que é o vosso, aquele que vocês escolherem traçar, aquele que vos dirige ao vosso sonho. Depois disso, escolham as palavras que dizem aos outros. Engulam as que anulam, as que julgam, as que desmotivam ou magoam. Aceitem as que constroem, fazem acreditar e dão força.

#2

Não levem nada a peito.

Consigam sempre ter a clareza de olhar para as coisas que se passarem na vossa vida pondo de lado o filtro de vos faz acreditar que aquilo tem alguma coisa a ver convosco. Não entendam nada de uma forma muito pessoal. Não aceitem carregar a culpa que alguém vos quer fazer acreditar que têm ou, pelo contrário, não se culpabilizem vocês por acharem que determinada coisa tem a ver convosco, ou com algo que fizeram, ou com algo que disseram ou não disseram. Percebam que, em cada momento da vossa vida, vocês vão fazer sempre o melhor que sabem, com os recursos que têm. Nada tem só a ver convosco. Cada um de nós tem os seus filtros, as suas crenças, as suas formas de ser e de estar. E tudo isso influencia a forma como cada um de nós interpreta as ações do outro. O Universo é gigante. E nós somos só um ponto minúsculo na imensidão da Humanidade. Relativizem tudo. Relativizem tudo, meus amores.

#3 

Ponham de lado as suposições.

Tudo pode acontecer por um sem fim de razões. Tantas razões que vocês nem conseguem imaginar. O engraçado é que o nosso ego nos leva sempre a supor que aquela coisa aconteceu por razões que têm sempre alguma ligação connosco. Ponham mesmo de lado as suposições. Quando elas chegarem, questionem-se: Eu tenho a certeza disto? Esta suposição vai fazer-me feliz? Como sei que isto é a verdade? Depois disto, libertem-se do que não têm a certeza, do que não corresponde à verdade e do que não vos deixa feliz. Com isto, divirtam-se a ver como quase todas as suposições (para não dizer, todas) desaparecem e deixam de fazer qualquer sentido.

#4

Dêem sempre o vosso melhor. 

Em tudo o que fizerem. Dêem sempre o vosso melhor. Ponham sempre a melhor da vossa versão nas relações que construírem, nos projetos que abraçarem, no animal que acarinharem, no vizinho que cumprimentarem, no bolo que fizerem, na ajuda que prestarem, nos pensamentos que tiverem, nos dilemas que encararem, nas situações dolorosas que viverem, nas desilusões que sentirem, na forma como se encaram, na maneira como se percecionam. Sintam que deram, dão e darão sempre o vosso melhor e, com isso, a culpa não pode espreitar, não se pode aconchegar, não pode permanecer em Vós.

 

Um beijo do tamanho do Mundo da mãe que escolheram para ser a vossa mãe.

 

IrinaVazMestre

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7 Truques para {eu} ser uma Mãe mais feliz

Truque nº 1

Despe-te de perfeições, quando elas só complicam a tua tarefa de ser mãe. A casa não precisa de estar perfeita; os banhos não precisam de ser dados todos os dias; a roupa não tem de estar sempre sem vincos; a comida que pões na mesa pode às vezes ser salsichas ou um frango de uma churrasqueira.

Truque nº 2

Larga as comparações, as que os outros querem fazer e as que tu própria fazes. Aceita os teus filhos tal e qual como são, mesmo que tu vejas ou que te digam que eles são muito diferentes dos filhos dos outros. Orienta-te pelo teu guia interior, que é o teu coração. Só ele te dirá, sem julgamento, de que forma aquele comportamento que te preocupa no teu filho deve ser encarado.

Truque nº 3

Respira fundo as vezes que forem precisas. Utiliza a regra dos 9 segundos antes de agires, fazendo uma pausa. Utiliza as tuas palavras para construíres, não para destruíres. Exercita-te para pensar antes de falares. Ao principio é difícil. Depois começa a tornar-se cada vez mais fácil. Vais gostar de saber e sentir que foste tu que controlaste as tuas emoções e não que foram as tuas emoções que controlaram a tua ação.

Truque nº 4

Perdoa-te verdadeiramente sempre que não és capaz de respirar. Sussurra para ti própria que daqui a pouco, ou amanhã, começa tudo de novo e podes tentar outra vez. Recorda-te que os teus filhos te veem sempre como o Ser mais luminoso de todos e que um beijo, um abraço, um amo-te e um desculpa-me viram a página daquele livro e passam para a próxima, que está em branco e por escrever.

Truque nº 5

Abraça o sim. Põe de parte o não. Sim ao colo, mesmo quando o teu filho está a fazer uma birra. Sim ao abraço, mesmo quando achas que o teu filho errou. Sim a saírem cinco minutos mais tarde de casa, mesmo quando já estão atrasados e se esses cinco minutos foram porque te agachaste e olhaste para o que o teu filho te estava a pedir para fazeres, à última da hora. Sim a dormirem todos juntos, mesmo que te digam que isso o vai habituar mal. Sim a mais tempo de brincadeira e menos tempo de estudo, mesmo que morras de medo que isso o vá deixar para trás na fila dos rankings e das comparações. Sim a dizeres que não quando sentes que isso ultrapassa o teu limite pessoal, mesmo que isso signifique o teu filho não poder fazer ou ter algo que desejava muito.

Truque nº 6

Ouve e observa muito. Ouve o que o teu filho te diz. Por palavras. Observa o que ele te quer dizer. Através dos seus comportamentos. Fala. Mas só depois de ouvires e observares muito bem e sem julgamentos. Fala sem sermões, conselhos, avisos ou chantagens. Fala de forma a enalteceres o que de melhor tem o teu filho. Acredita que ele é capaz de resolver os seus assuntos e diz-lhe isso mesmo. Oferece a tua ajuda. E a melhor ajuda é ouvires. Mesmo.

Truque nº 7

Afirma-te enquanto mulher, mãe, amiga, companheira. Lembra-te de cuidares de ti. Olha para ti em pleno. Para as tuas necessidades. Para os teus limites. Para os teus desejos. Para tudo o que te faça sentir feliz, todos os dias. Faz pelo menos uma das coisas que te faz sentir feliz todos os dias. Se precisas de silêncio, procura-o. Se precisas da página de um livro, lê-o. Se precisas de uma caminhada, exercita-te nem que seja por 10 minutos. Se precisas de ir arranjar as unhas, faz a marcação. Se precisas de tomar uma chávena de chá, prepara o que mais gostas. Se precisas de ouvir uma música e cantar e dançar, põe-na a tocar e permite-te senti-la. Sorri para ti. Aceita-te. Lembra-te de ti. Recorda-te de ti antes de seres mãe e arranja forma de te amares ainda mais agora, mesmo com todas as responsabilidades que ser mãe te traz. Trata de sentires felicidade por um momento. Hoje. Amanhã. Todos os dias.

 

IrinaVazMestre

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No próximo dia 24 de Março vou estar em Lisboa para falar sobre ‘Educar sem Castigar’. Junta-te a mim para descobrires como podes educar os teus filhos com base no respeito e sempre com muita conexão.

Inscrições AQUI.

Educar sem Castigar

‘Educar sem Castigar’ será o tema do meu próximo workshop. E quando me pus a pensar nisso, concluí que este é um tema polémico, eu acho. Simplesmente porque o castigo está muito enraizado na forma de educar de todas as famílias. Arrisco-me mesmo a dizer que não existe nenhum pai ou mãe que nunca tenha disciplinado um filho recorrendo a um castigo.

Aqui por casa já se castigou. Claro que sim! Em momentos de impaciência, de desespero, de muito cansaço e até de dúvidas sobre o que se fazer. Mesmo quando as emoções estavam mais controladas, o castigo já foi uma estratégia utilizada de forma muito racional, porque o considerávamos eficaz.

E é mesmo assim. O castigo é utilizado. De forma mais impulsiva. Ou de forma mais pensada e planeada. O castigo é utilizado. Foi utilizado pelos nossos pais, que por sua vez também foram educados dessa forma, e por aí em diante.

E por tudo isso a crença de que o castigo funciona foi passando de gerações em gerações, sem que nunca tivéssemos questionado a sua verdadeira eficácia. É curioso ver como, muitas vezes, não pomos em causa estratégias que são adotadas pela maioria. Mal comparado (ou não) faz lembrar aquilo que acontece quando existe uma fila muito grande e ao lado não está fila nenhuma e a caixa está aberta. Temos tendência para nos colocarmos na fila, atrás de todas as outras pessoas. Até reparamos que o outro lado está vazio, mas achamos que se não está lá ninguém, por alguma razão será. Até podemos questionar; mas não agimos, às vezes com receio do que os outros pensarão: “Olha, aquela tem a mania que sabe mais do que os outros!”

Depois, quem tem a coragem de fazer diferente e dá o primeiro passo, impulsiona muita gente a ir atrás.

Esse é o meu objetivo com este workshop. Influenciar mais pessoas a questionar a técnica disciplinadora do castigo. Pensarem sobre ela. Terem acesso a informação científica sobre a eficácia do castigo. E no fim, decidirem. Mas decidirem com consciência. Sabendo o que é, como é, para onde leva, o que desenvolve nas crianças e nas famílias.

E por isso te pergunto: Acreditas que é possível Educar sem Castigar? Se sim, inscreve-te neste workshop. Se não acreditas, e ainda assim queres ver o outro lado da moeda, então este workshop é também para ti.

Mais informações e Inscrições, aqui.

Espero-te lá!

For Love, with Love!

IrinaVaz Mestre

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Contacta-me através do email irina.vaz.mestre@gmail.com

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A altura chegou

Minha querida bebé:

Ontem o teu quarto foi outro. Já não dormiste ao meu lado. Dormiste bem. Como dormes sempre. Às vezes choramingas e voltas a agarrar a chucha ou a voltar-te para o outro lado. E não precisas de muito mais do que isso. Tu resolves. E sem mim. A maior parte das vezes.

A verdade é que estás a crescer. E eu tenho mesmo de encarar isso. No outro dia asssutei-me. E por isso, pensei: “Já chega, tem mesmo de ser”!

Acordaste da sesta na cama que te viu recém-nascida. Aquela que se cola à minha cama. E fizeste tudo diferente do que costumavas fazer.

Sentaste-te no escuro do quarto. E puseste-te de joelhos. Ouvi um barulho forte vindo do quarto. Fui a correr. O meu coração batia. E enquanto corria lembrei-me de ter pensado, antes mesmo de te deitar naquela tarde, que aquela cama já não era segura. Cheguei ao quarto. Acendi a luz. Estavas na cama. E bem. Abracei-te. E agradeci.

Tinhas mexido num castiçal de vidro, pequeno mas robusto, que estava na minha mesinha de cabeceira. O barulho foi daí. O castiçal a cair no chão.

A altura chegou. Passaram 9 meses e 7 dias.

Aquela cama, que te viu recém-nascida, tinha de ser arrumada. A cama maior, que conforta bebés mais crescidos, tinha de ser montada. As tuas noites, que já há muito tempo são completas, já podiam ser dormidas sem o meu constante zelo, sem o meu doce olhar.

Ainda dormiste, já na nova cama, uma noite no meu quarto. E ontem, ao entrar no meu quarto e ao ver aquela cama ali, tão grande e já sem um canto para encaixar, percebi que tinha mesmo de aceitar que tu cresces, que o teu ritmo já é o ritmo das rotinas da nossa família e que, por isso mesmo, tu já estavas mais do que preparada para entrar no nosso ritmo.

E pronto. A altura chegou. Passaram 9 meses e 7 dias.

E dormiste a noite inteira. E em ti nada mudou. E eu também cresci mais um bocadinho com esta decisão. Relembrei-me que é importante respeitar os ritmos e voltei a alinhar-me com essa minha crença. Acredito mesmo que nós, Pais, devemos respeitar os vossos ritmos. E se o teu ritmo tivesse sido outro, o de precisares de te manter colada a mim, durante a noite, seria isso que eu respeitava. Seria essa necessidade que eu acolhia.

E para acalmar o meu coração e esconder o espaço que ficou no quarto dos pais, disse ontem ao teu pai: “Vamos comprar uma cama maior para nós, porque a partir de hoje, tem de haver espaço nesta cama para três miúdas, sempre que também elas precisem de acalmar o seu coração”.

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IrinaVazMestre

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